A vereadora Maysa Leão (Republicanos) usou a tribuna da Câmara Municipal de Cuiabá, nesta terça-feira (22), para detalhar a fiscalização realizada após uma denúncia sobre um churrasco em uma unidade municipal de educação infantil e relembrar ações de fiscalização realizadas ao longo do mandato.
Segundo Maysa, a denúncia foi recebida por volta das 13h30 e ela chegou à unidade às 14h. De acordo com o relato da vereadora, naquele momento o churrasco ainda estava acontecendo na área da lavanderia, com carne já assada, outras carnes disponíveis para o preparo e música em volume elevado. Ela afirmou ainda que a maior parte dos servidores permanecia em seus postos de trabalho, enquanto um grupo menor participava da confraternização.
Maysa destacou que a fiscalização ocorreu às 14h, horário posterior ao período convencional de almoço. A cronologia apresentada pela vereadora difere da versão apresentada pelo prefeito Abílio Brunini, que afirmou que os servidores estavam em horário de almoço e haviam feito uma “cotinha” para comprar a própria carne.
Na tribuna, Maysa fez questão de diferenciar os participantes da confraternização dos servidores públicos de Cuiabá. Segundo ela, a expressão “patota do churrasco” se refere especificamente a esse pequeno grupo e não representa os profissionais que trabalham diariamente nas áreas de saúde, educação, limpeza, manutenção e demais serviços públicos.
“A menção não foi para os servidores, que sofrem com a falta de valorização. A crítica é para essa patota que organizou um churrasco dentro de uma unidade de ensino”, afirmou.
A vereadora também reafirmou sua defesa dos servidores e citou pautas como planos de cargos, carreiras e salários, insalubridade e melhores condições de trabalho. Durante o pronunciamento, mencionou ainda a legislação municipal sobre a alimentação dos profissionais da educação, destacando o dispositivo que estabelece que a alimentação fornecida aos servidores deve ser igual à servida aos alunos, sem distinção entre as pessoas.
Maysa relembrou ainda o trabalho do SOS Escola, por meio do qual, segundo ela, foram fiscalizadas cerca de 40 unidades. Também citou a situação estrutural de uma unidade de saúde no bairro Lixeira, cuja cobertura, conforme relatou, havia sido apontada por seu mandato como apresentando risco antes de posteriormente desabar e deixar uma profissional ferida.
Ao abordar a repercussão do churrasco, a vereadora mencionou a coletiva de imprensa realizada por Abílio Brunini, na qual o prefeito apresentou sua versão sobre o episódio e defendeu os servidores. Maysa questionou a necessidade de que outras denúncias e situações apontadas por seu mandato também recebam atenção pública e sejam analisadas a partir dos fatos.
A parlamentar também relembrou outros questionamentos apresentados durante o mandato, envolvendo contratos, livros, kits bucais, condições estruturais da rede pública e questões fiscais. Segundo Maysa, a expressão “patota do churrasco” também é utilizada para se referir a pequenos grupos que, em sua avaliação, receberiam tratamento diferenciado dentro da estrutura pública.
Maysa afirmou ainda ter sido alvo de ataques de robôs e perfis falsos nas redes sociais após a repercussão do episódio e disse que essas manifestações buscariam descredibilizar seu trabalho de fiscalização.
A vereadora encerrou o pronunciamento reafirmando que fiscalizar o funcionamento dos serviços públicos faz parte das atribuições do mandato e que sua crítica não é dirigida aos servidores públicos que cumprem regularmente suas funções.
Para Maysa, a cronologia é fundamental para a compreensão do episódio: a denúncia foi recebida por volta das 13h30, a fiscalização ocorreu às 14h e, naquele momento, o churrasco ainda estava em andamento.
#ParaCegoVer Maysa, uma mulher branca, cabelos médios escuros, olhos verdes. Ela está vestindo uma blusa e um colete azul-marinho, brincos discretos, e um colar dourado, está posicionada atrás de uma tribuna. Ao fundo, aparecem painéis de madeira e uma bandeira de Mato Grosso
Acompanhe nosso trabalho. Siga-nos no Instagram. Clique AQUI